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do fluxo

não sei como escrevo… o porquê é óbvio: escrevo para arrancar essa espécie de febre e dor dos sentires abundantes… sinto demais. ou, em boa parte do tempo, de menos – em escala: da ordem dos números negativos… escrevo a dor física. a dor dor. escrevo os concretos que se transformam em paranoias e desconforto.. os empecilhos da sobrevivência e sanidade. poucas vezes fui completamente subjetiva. ainda que a dor na alma seja, por definição, abstrata… o corpo sempre denuncia que não vou bem internamente, antes mesmo da mente alertar… a questão é que são raros os momentos que a febre de subjetividade adentra o corpo e consigo traduzi-la. mesmo que ela seja constante… mesmo me sentido complexa. mesmo quando me sinto nada. mesmo quando deliro… talvez, seja problemas de confiança… em mim mesma… comigo mesma… dentro de mim… porventura, vergonha não diagnosticada. e quando escrevo devaneios e confissões duras no caderno vermelho, nunca volto a ler. os tabus da minha vida… não sei. é só um fluxo de consciência que se instalou na cabeça. algumas palavras desconexas. apenas.

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festa do livro da USP

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Há quatro anos, meu Natal costuma chegar um pouco mais cedo por causa da Festa do Livro da USP – que vai até Sexta-feira na Travessa C (aquela entre o CEPEUSP e o Bandejão Central na Cidade Universitária) e, como sempre, está com preços ótimos. Tendo isso em vista e toda a re-paginada que dei no blog essa semana, decidi que não faria mal compartilhar com vocês um pouco das minhas aquisições de hoje. Claro que não poderia faltar Hilda Hilst (um dia, quem sabe, ainda completo minha coleção de livros dela) e muito feminismo e marxismo.

Títulos da foto:

  1. Mulheres Trabalhadoras e  Marxismo – C. Carrasco e M. Petit (Ed. Sundermann)
  2. A Nova Mulher e a Moral Sexual – Alexandra Kollontai (Expressão Popular)
  3. Mulher, Estado e Revolução – Wendy Goldman (Ed Boitempo)
  4. Tu Não Te Moves de Ti – Hilda Hilst (Ed Globo)
  5. Rútilos – Hilda Hilst (Ed Globo)
  6. Rua de Mão Única – Walter Benjamin (Ed Autêntica)
  7. PORNOCHIC – Hilda Hilst (Ed Globo)

são paulo

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* sobre a lembrança de algum feriado;

** influência da chuva que entenebrece minha janela de vidro.

Era noite. Véspera de feriado.

No carro, com alguma música bem calma que faz afronta ao todo, buzinas que ecoam pelas pontes, uma dor de cabeça irritante e pitadas de nostalgia: o Rio Tietê virou palco. Em todos esses anos, essa é a primeira vez que encontro beleza em tal cenário. É incrível como a cidade de São Paulo passa inteirinha por dentro das águas do Rio. Contagiante como as luzes dos postes e dos carros se espraiam e misturam-se com as espumas. A sensação de cidade me abarca, bem como a solidão e o escuro. Agridoce. Extraordinário como o reflexo distorcido de uma cidade distorcida se vislumbra. Incoerente. Inexplicável.