da parede branca

estou escrevendo para expressar apenas que não abandonei as linhas. ultimamente, sinto mais como se elas tivesse me abandonado. eu não tenho muito o que confessar. meus imediatamentes que às vezes são tão complexos e simples e duros, nos últimos dias, têm sido constantes. monótonos. vazios. o mesmo do mesmo do mesmo… a eterna sensação de conseguir observar uma parede lisa e branca por dias. sem movimentos. talvez, a rotina intensa tenha me domado. ou apenas bloqueado meus sentires. uma agonia chega a subir pelos meus dedos… porém, a folha continua em branco. chego a sentir meu colo levando agulhadas de ansiedade e a respiração falhar. e cessa sem que nada vire pensamento. a parede branca e eu. frias. enrijecidas. estáticas. uma lacuna infinita.

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