da falta de controle

por todos os dias que eu não deveria ter levantado da cama, quiçá nem ter nascido. ou confiado tanto no que se escreve na agenda. ou não ter entendido como lidar com imprevistos.

17h30. vila madalena. café. sylvia plath e um caderno. espera. 20h. vou atrasar. 20h10. talvez eu atrase 1h ou 4h. banheiro. crise de ansiedade. falta de ar. o peito prestes a estourar. a vista embaça… como se corresse contra o tempo, carro. claustrofóbico – o carro ou viver dentro de si? waze. Pink!. as ruas labirinto. o olho que se esforça para manter-se aberto. o pulmão que dobra a energia para funcionar. grito. dilacera a garganta. cólica dos nadas. mãos no volante… o corpo ainda aguenta, a mente já desistiu. inconsciente. cigarro. 140km/h. a velocidade do carro e da alma. compassadas. desesperadas. casa.

dos episódios da vida. quando a cabeça falha. e sente como se não valesse nada. cria cenários inexistentes. não reconhecidos. uma idiota. tristeza. loucura. montanha-russa dos meus tudos. das horas extras que acabamos fazendo na Terra.

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14 thoughts on “da falta de controle

    1. hey! não é de livro não, eu que escrevi. aliás, todos os textos dessa páginas são de minha autoria (e quando não são, eu coloco certinho quem escreveu e onde). beijos, querida! Volte sempre! 🙂

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      1. Aaah, entendi! Haha Não tenho livro não, inclusive nunca nem pensei nessa possibilidade rs Obrigada pelo elogio, querida. Espero que volte sempre! Bom fim de semana! Bjss

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  1. “Da falta de controle”. O livro “O poder do Agora” fala exatamente sobre essa falta de controle que nos destrói. O nome do livro talvez remeta a mais um daqueles de autoajuda que dizem “se você quiser emagrecer comece a fazer exercícios hoje mesmo”, ou um livro religioso onde se fala de deuses. Mas não. De fato, ele é classificado como autoajuda, mas gosto de pensar que é um livro de amplificação da introspecção e expansão da consciência. O próprio autor diz que o pensamento e o ego é erroneamente visto como verdadeiro “eu interior”, mas não, existe um nível acima disso que é a verdadeira consciência.

    Por que estou falando tudo isso? Porque quando vejo textos como esses, embora sejam muito expressivos e interessantes de ler, é um pouco triste. A sensação causada por esses pensamentos é extremamente ruim e desgastante; sei exatamente como é. O livro nos ensina a olhar melhor pra nós mesmos. Não sei se você já leu ou ouviu falar, mas sei que é bom. Não estou te obrigando a nada também. Só uma dica mesmo. Pra finalizar, veja como ele começa:

    “Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma
    marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:

    – Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente
    seu velho boné.
    – Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
    – Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima
    dela.
    – Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
    – Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
    – Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
    – O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal
    conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.

    Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro.”

    Espero não estar parecendo aqueles religiosos que ficam tentando passar mensagens bíblicas, hahaha. Tem versão digital gratuita do livro na net.

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