Monthly Archives: June 2016

da vontade

eu sinto sua falta.
assinado: t.

das mensagens que nunca poderão ser enviadas. talvez por orgulho, talvez por mágoa. talvez não apenas para uma única pessoa. às vezes para várias. para duas… das tolices que nossas emoções tentam nos envolver, mas a razão se sobrepõe. esmaga. dilacera. dor.

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da parede branca

estou escrevendo para expressar apenas que não abandonei as linhas. ultimamente, sinto mais como se elas tivesse me abandonado. eu não tenho muito o que confessar. meus imediatamentes que às vezes são tão complexos e simples e duros, nos últimos dias, têm sido constantes. monótonos. vazios. o mesmo do mesmo do mesmo… a eterna sensação de conseguir observar uma parede lisa e branca por dias. sem movimentos. talvez, a rotina intensa tenha me domado. ou apenas bloqueado meus sentires. uma agonia chega a subir pelos meus dedos… porém, a folha continua em branco. chego a sentir meu colo levando agulhadas de ansiedade e a respiração falhar. e cessa sem que nada vire pensamento. a parede branca e eu. frias. enrijecidas. estáticas. uma lacuna infinita.

dos pesadelos

dormir sempre fora um desafio. daqueles que só uma bela dose de qualquer sossega leão consegue vencer. eu por mim mesma jamais consegui. ultimamente, dormir tem significado acordar assustada. com o coração na boca. como se uma cobra se enlaçasse na minha garganta. então, abro os olhos. não existe recordação, apenas a sensação paralisadora que toma o corpo. e domina a mente. alguns flashes às vezes aparecem. cenários sempre escuros. depois de dormir por dez horas, hoje, acordei. o coração disparava. e tudo que conseguia lembrar era de uma mesa de jantar e algumas ordens que recebia de um homem. submissão incorporada. depois, um lugar macabro cheio de árvores e um trailer. outra hora, a  minha antiga casa virou o palco de mais uma noite de terror. eu me vejo encolhida entre paredes. acordo. e tudo que penso é que não devo fazer algum dos meus compromissos da semana. como se o sonho me alertasse que viver é estar em um constante estado de medo. a coragem parece que fugiu. escorreu pelos meus dedos e entrou pelo ralo de algum banheiro.

da falta de controle

por todos os dias que eu não deveria ter levantado da cama, quiçá nem ter nascido. ou confiado tanto no que se escreve na agenda. ou não ter entendido como lidar com imprevistos.

17h30. vila madalena. café. sylvia plath e um caderno. espera. 20h. vou atrasar. 20h10. talvez eu atrase 1h ou 4h. banheiro. crise de ansiedade. falta de ar. o peito prestes a estourar. a vista embaça… como se corresse contra o tempo, carro. claustrofóbico – o carro ou viver dentro de si? waze. Pink!. as ruas labirinto. o olho que se esforça para manter-se aberto. o pulmão que dobra a energia para funcionar. grito. dilacera a garganta. cólica dos nadas. mãos no volante… o corpo ainda aguenta, a mente já desistiu. inconsciente. cigarro. 140km/h. a velocidade do carro e da alma. compassadas. desesperadas. casa.

dos episódios da vida. quando a cabeça falha. e sente como se não valesse nada. cria cenários inexistentes. não reconhecidos. uma idiota. tristeza. loucura. montanha-russa dos meus tudos. das horas extras que acabamos fazendo na Terra.