Monthly Archives: August 2015

pêndulo

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A sensação que se alastra e se aprofunda dentro do peito é a de que não pertenço a este Mundo, aos Seres Humanos. Talvez seja como se, até aqui, a vida fosse um emaranhado de acasos, nos quais, em alguns muitos, eu apenas padeci. De hora certa em hora certa, constituiu-se ela aos tropeços… Seja lá como foi, não me veste mais. Assola os dias. Arrastados passam os segundos. Nesta valsa que estive, dancei… E vi tudo de cima como se não fosse meu. E, nem quando fui, pertenci. Vãs tentativas árduas dos medos caducos e educados. O impasse de admitirmos que não fazemos sentido. Aqui. Efêmero. Pêndulo.