sonhei

rainy

Eu ofegava. Conseguia sentir a respiração falhar e meu pulmão pedindo misericórdia. As pernas já não sabiam mais se poderiam percorrer qualquer que fosse a distância que faltava. O corpo suplicava por uma parada, cadeira e água. Ao meu redor, escuridão. Sentia o escuro me engolir e o medo me tomar até a última gota do suor gelado que cobria a pele. O coração palpitava e o alerta de que estava logo atrás de mim tomava cada milímetro do corpo. A saída era continuar correndo. Não existia luz no fim do túnel: do escuro para a imensidão negra. Não sabia do que corria.

Um puxão pelo colarinho. E, acordei. 

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