vozes

Um emaranhado de vozes se confundem em mim. Queixam-se por dentro. Não se resolvem. Conflituam-se numa valsa não tão harmoniosa. Todas elas têm vontade de sair ao mesmo tempo. Dentre tais, há aquelas que eu grito para todos ouvirem. Outras que, por si só, bradam em um uníssono silencioso e passivo – no olhar. Há, também, aquelas que vociferam em minha alma. Algumas gostariam de clamar para que o mundo todo escutasse, mas engasgam. Invencível trava na garganta. No limite, existe tudo que eu queria confessar, em sussurros, mas, atenho-me calada.

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