da jaula

Hoje, quando pisou o pé pra fora do bar e seguiu sozinha em direção ao carro, sentiu o vento soprar diferente. Encarou como sinal. Alívio. O barulho dos carros da cidade de São Paulo conjuntamente com o Eddie Vedder, que cantava em sua mente, fizeram das duas quadras percorridas, calmaria. Calçada. Transeuntes bem vestidos. Semáforo. Sereno. Noite. A sensação de liberdade injetou-se automaticamente nas veias. Bem como a chuva que implodiu no peito. Esta inexplicável tomou cada milímetro do ser. Um misto de liberdade com desconforto. Carro. Velocidade. A brisa dos 100 km/h batendo na cara, literalmente.

A solidão tornou-se amigável e menos obscura. Encontro. Não significa que o bar não contemplava seus gostos; apenas a necessidade ininteligível do corpo. Mente.

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