paredes verdes

quarto

*ainda sobre o que se passa na hora, pela minha cabeça.

sinto como se as paredes do meu quarto me fagocitassem e sugassem todas as minhas energias. é como se o mundo lá fora tanto não exista que eu posso me dar ao luxo de não estar e apenas me reter ao ser. ainda que pensando no mundo lá fora. sou eu, quatro paredes verdes e empasteladas, uma luz amarelada, algum som ao fundo e a cama. às vezes, uma pausa no meio disso tudo onde os olhos correm sem ter para onde correr. na angustia que se instala, transbordo-me. delírio. sucumbo. perco-me sozinha. a dialética do mundo me incomoda, como pode o Mundo ser isso e o meu mundo tão… pequenino e independente do Mundo, mesmo estando nele? preciso não estar.

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