ultimamente

*Apenas para fazer volume

Desta vez, escrevo não por ter em mim uma necessidade gritante em fazê-lo, haja vista que tal ato é restrito à necessidade de curar a minha febre de sentir – como diria Fernando Pessoa. Escrevo com a intenção única de tentar colocar no papel o que eu não sinto ou, quiçá, reforçar a minha reclusão pré-disposta.

Pois bem, não sinto. Há um tempo, desde que me desencontrei comigo mesma, deixei de sentir. Nada me atinge. Não que eu seja uma fortaleza: pelo contrário, minha apatia perante a vida tem atingido níveis tão absurdos, de modo que me tornei insignificantemente pequenina. Dessa forma e neste formato, nada consegue me acertar. Não existe terremoto que me desmonte, nem memória que me derrube.

A minha apatia vem misturada, talvez, com pitadas de frieza e insensibilidade. Não há choro. Não há olhar pre-destinado. Não existe coração que bate.

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