mulheres na ciência

mulheres

 

* Contribuição da Kakau Gusmão e minha para a página do Thiago Aguiar, nosso candidato a deputado federal, no dia 31 de Agosto de 2014;

** Um apanhado de ideias sobre o assunto.

Nós, mulheres só tivemos acesso à escrita em meados do século XVIII, quando acessamos um universo até então, exclusivamente, masculino. Nossos papéis eram totalmente voltados à criação dos filhos, sermos boas esposas e donas de casa. Com o passar do tempo e a crescente inserção das mulheres no mercado de trabalho e no próprio dinamismo das cidades, um novo estereótipo de mulher foi sendo criado para se adaptar a essa nova realidade, o mulher moderna e multifuncional, que trabalha, estuda, vota, cuida dos filhos, da casa e do marido: todavia, a realidade segue sendo outra, uma vez que, se não conseguimos satisfazer as questões impostas pelo patriarcado, não somos consideradas “boas mulheres”.

O recorte de gênero nas profissões começa a se naturalizar desde que somos crianças, quando classificam os brinquedos que envolvem coordenação motora e interesse pela ciência e tecnologia como “coisa de menino” e bonecas e utensílios domésticos como “brinquedo de menina”. Somos desde cedo educadas a termos menos interesse pelas ciências do que eles, e a desenvolvermos habilidades e gosto pelas profissões de cuidado. Porém a ciência não possui identidade de gênero.

O papel de uma cientista é ainda hoje marcado por preconceitos e falta de apoio em seu ingresso ao mercado de trabalho, muitas vezes relacionados à imagem de fragilidade feminina. O crescimento no número de pesquisadoras tem aumentado, no entanto, nós ainda passamos por diversos obstáculos nesse meio majoritariamente masculino. Das bolsas direcionadas às pesquisas no Estado de São Paulo, a maioria são para homens (cerca de 60% do inscritos na FAPESP e 70% na CNPq são do sexo masculino). No cenário mundial, isso nos leva a dados como: apenas 5% dos prêmios Nobel já concedidos foram destinados às mulheres. Não a toa, por exemplo, que a primeira programadora é uma MULHER, Ada Lovelace, mas que ninguém cita quando se conta a história da informática. A baixa, ainda que crescente, participação das mulheres nas exatas não é uma questão genética: mas, sim, social – relacionada ao papel que nos é imposto desde que nascemos.

Em suma, é necessário que lutemos por uma educação não-sexista desde o ensino básico, além de realizarmos campanhas que estimulem que as mulheres ingressem em cursos superiores voltados para ciência e tecnologia. Precisamos garantir a permanência das mulheres nas universidades, com creches para que todas as mães universitárias exerçam seu direito à maternidade e ao estudo. E punir, com multa, todos os empregadores que não garantam igualdade salarial para homens e mulheres no mesmo cargo.

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