sem título.

Faz tempo que não escrevo aqui, pensei com meus botões há alguns dias. Logo, esse texto será uma síntese dos meus porquês e um resumo do meu estou. Arrisco-me também a dizer que este declarará, de fato, a virada de página a partir da calmaria que se instaurou.

Até hoje, tudo que escrevi dependeu intrinsecamente dos meus sentir. A sua maioria moveu-se por algo agudo, injustificável e intenso: traçado e bordado com a minha tinta da melancolia e uma pitada de orgulho. Pois, no fundo, o que escreveu por mim sempre foi a necessidade de escancarar minhas limitações e vontades, tais que se mantiveram agonizando contra minha pele. Agora, portanto, já não escrevo por não sentir: aquilo que persistia resolveu se esvair com o tempo, com a chuva, com as falsos amores. Dessa forma, dado o marasmo emocional, não tenho sobre o que escrever.

Na bem de todas as verdades, não sei ao certo se isso, que já disse adeus, era parte de mim, mas se foi meu, termino este texto definindo tal e tudo que se relaciona com esse sentimento reciclado como “apêndice”. Sofria de apendicite e não sabia.

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