se, porventura, faltar-me.

“So I reach into my pocket for some small change” (Two Coins – Dispatch)

Faz-me falta o abraço. Faz-me falta o afago. Faz-me falta o sossego e a paz. E me falta, sobretudo, paciência. Contudo, abrigo a lembrança e reminiscência de um passado não tão sólido, intenso e tenso, assim, por mais que falta faça, querer não quero. Não quero por ter achado que tinha ganhado, quando, na verdade, perdia. Logo, relutante ao sentimento da perda, atenho-me.

E luto, no luto que ninguém percebe. No luto que parece felicidade e descaso. No luto que abriga dor e rancor. No meu luto privado que me priva de cair; no meu luto privado que me mantém em pé e que mostra para o mundo o quão feliz é ser feliz. No meu mundo fictício, no meu mundo hipotético. No ledo engano de todas as manhãs e de todas as noites.

Posto que lágrima não existe, meu luto não é sofrimento. Ele é angústia, aflição e incomodo. Ele é vontade de ser grosseira e chata e mal-educada. Todavia, é vontade de te ver, mas não sozinho: é vontade de te ver com outra. É um luto de uma luta vazia. De um jogo sem porquês. De uma mente louca e atrapalhada. É o luto de quem perde a luta.

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