deixe que vá

A place that has to be believed to be seen

                Um sorriso. Um olhar. Um piscar de olhos. Um leve esboço de expressão. Cada qual com sua magnitude, com seu demonstrar. São segundos. São esquecidos. É do momento.

                Meu momento eu sei que já foi. Minha fase, minha época, meu atrás. Hoje é preciso forçar minha mente em busca de um som, de alguma peculiaridade, de um resquício daquilo tudo, do saber que ainda existe e existo. Careço de léxico para concretizar em palavras o prazer imensurável que foi tudo aquilo. Talvez, não haja mais o lembrar, todavia, o sentir é mais do que inevitável.

                Não há o querer voltar no tempo. Mas o querer de que ele se petrifique. Não é andar pra trás, nem ter medo de ir em frente. É não querer perder tudo aquilo que fez e faz bem.

                Já não dói. Agora faz cócegas. Já não aperta. Agora liberta. Agora não é momento. É apenas telepatia. É ver que talvez tanto afago não tenha ido. Mas também não quer dizer que está sempre comigo. É além de tudo. Transcende em tudo. É invisível aos olhos.

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