silêncio da dor.

Amores platônicos são os únicos concretos e perfeitos. Talvez pela sua inexistência. Talvez pela sua pureza. Neles estão guardados os desejos mais profundos, os sentimentos mais fortes e os arrepios mais quentes. Quão errado é ouvir o coração bater muito rapidamente por alguém que não está ali? Quão oblíquo é o sentimento de felicidade pela felicidade do outro? Tão torto é esse sentimento que cultiva jardins no rígido asfalto. Estranho mesmo é amar sozinho, sorrir para o retrato e fantasiar banalidades. Talvez essa seja a única feriada que dói e não se sente.

Por Heloísa Miro

Entre os meus inimigos, beija-flor: Silêncio da dor.

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