vãs loucuras temporais

Necessito de novos ares, mas não de um ar novo. Preciso sentir o vento bater com tudo no meu rosto para que eu confirme minha sensibilidade e para que me refresque, porém, como pode este ao mesmo tempo em que revigora a alma bagunçá-la tão vilmente? Preciso que apaguem as luzes para ver que todos são realmente iguais no escuro. Preciso parar de pensar. Preciso guardar menos sentimentos. Guardar-me menos, portanto. Preciso do mundo perfeito, do vulgar e do insosso. Preciso que este pare; que o tempo se petrifique, e deixe-me ver e viver de tudo sem que vejam e saibam o que fiz. Preciso de menos comprometimento. Aliás, preciso que tudo isso acabe cedo.

Eu entendo que tudo tem um fim. Eu entendo que nada dura o quanto queremos que dure. Não à eternidade. Entendo também que somente lágrimas e lamentações não constroem um futuro, é preciso de algo mais. Entendo que a vida é rara. Nem todos usam o verbo viver adequadamente. Nunca entendi, todavia, o porquê do tempo ser tão rápido, e eu nunca conseguir alcançá-lo. Por ventura, me falte paciência, ou eu talvez tenha apenas transcendido o teor de tal no desatino da minha passagem pouco meticulosa por tais vielas do viver.

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