Monthly Archives: January 2011

if – rudyard kipling

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don’t deal in lies,
Or, being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise;
If you can dream – and not make dreams your master;
If you can think – and not make thoughts your aim;
If you can meet with triumph and disaster
And treat those two imposters just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to broken,
And stoop and build ‘em up with wornout tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: “Hold on”;
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings – nor lose the common touch;
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run –
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And – which is more – you’ll be a Man my son.

silêncio da dor.

Amores platônicos são os únicos concretos e perfeitos. Talvez pela sua inexistência. Talvez pela sua pureza. Neles estão guardados os desejos mais profundos, os sentimentos mais fortes e os arrepios mais quentes. Quão errado é ouvir o coração bater muito rapidamente por alguém que não está ali? Quão oblíquo é o sentimento de felicidade pela felicidade do outro? Tão torto é esse sentimento que cultiva jardins no rígido asfalto. Estranho mesmo é amar sozinho, sorrir para o retrato e fantasiar banalidades. Talvez essa seja a única feriada que dói e não se sente.

Por Heloísa Miro

Entre os meus inimigos, beija-flor: Silêncio da dor.

vãs loucuras temporais

Necessito de novos ares, mas não de um ar novo. Preciso sentir o vento bater com tudo no meu rosto para que eu confirme minha sensibilidade e para que me refresque, porém, como pode este ao mesmo tempo em que revigora a alma bagunçá-la tão vilmente? Preciso que apaguem as luzes para ver que todos são realmente iguais no escuro. Preciso parar de pensar. Preciso guardar menos sentimentos. Guardar-me menos, portanto. Preciso do mundo perfeito, do vulgar e do insosso. Preciso que este pare; que o tempo se petrifique, e deixe-me ver e viver de tudo sem que vejam e saibam o que fiz. Preciso de menos comprometimento. Aliás, preciso que tudo isso acabe cedo.

Eu entendo que tudo tem um fim. Eu entendo que nada dura o quanto queremos que dure. Não à eternidade. Entendo também que somente lágrimas e lamentações não constroem um futuro, é preciso de algo mais. Entendo que a vida é rara. Nem todos usam o verbo viver adequadamente. Nunca entendi, todavia, o porquê do tempo ser tão rápido, e eu nunca conseguir alcançá-lo. Por ventura, me falte paciência, ou eu talvez tenha apenas transcendido o teor de tal no desatino da minha passagem pouco meticulosa por tais vielas do viver.

da saudade

Redação de Despedida – 3ºMO. Ano de 2010!

Cada dia, cada mês, cada estação que eu vivi com vocês. Como não olhar para trás e não sorrir? Mesmo que olhemos com os sorrisos molhados, sinto que não foi em vão. Cada nova lágrima que salta, é o aprendizado de um ano todo e completo, representa nada mais que a dócil dor de nos ver separados e sem aqueles pequenos atos tão fincados no nosso cotidiano.

O ano parece ter sido mais rápido que todos nós juntos, o que é absurdo, ao passo que nós corremos com toda a nossa força por ele em busca de um roteiro como os das Novelas de Cavalaria. Hoje é o fim de um inóspito inverno que pareceu eterno para todos, mas lembre-se sempre: da Primavera que vem logo após, assim, não há o que temer.

Lembro-me bem de que uma vez escrevi que “a amizade é o amor mais sincero”. Ao fazê-lo, pensei de tal como banal e sem sentido, mas agora percebo que cega fui, pois seu significado encontra-se mesmo no trivial, no que é comum a todas as partes do laço. De tal forma que mesmo sendo uma mistura heterogênea constituída de EI, NW, DW e LV; o MO pode não ser tão repleto de simpáticos como o TC, ou problemáticos como o BE, contudo, ele também é ímpar. Ímpar nos gestos, nos sorrisos, nas vozes, nos vínculos, na quantidade de perguntas, nas milhões de aulas atrasadas. Cada um é um separado, mas que no fim formam um “todos juntos” com nossas peculiaridades matinais.

Por fim, relaciono toda a conexão estabelecida em nexo com as Estações do Ano. O Verão, saudoso e iluminado, caracterizado pela harmonia conjugada entre seres tão distintos e desconhecidos. Já o subsequente Outono, marcado principalmente pelas partidas de futebol. Desde a Copa do Mundo até hilários passes dados por Alunos e Professores. O rigoroso Inverno, então, abriu espaços para indesejáveis dúvidas, que, no fim, não passaram de surtos nervosos e úmidos atrás de alguém que pudesse garantir a certeza do amanhã. Agora, nos encontramos na primavera, onde as folhas não caem e muito menos congelam. Estamos numa primavera onde flores desabrocham e mostram todo o seu potencial. Tal que se afirmam e olhando para a frente seguem o adiante sem reclamar, sem querer voltar atrás.

das noites

nelmezzodelcamin:

Noite.Fusão de pensamentos com poesia. Turbilhão de ideias que brotam desesperadas a fim de encontrar um espaço para serem planejadas. Momento de pensar. Instante em que a alma se despe, mostra sua cara e ladrilha – carinhosamente – sobre um “eu” descoberto. Momento único, sem interrupções e evidente necessário para um estado enlaçado com a música e abraçado por uma dormência cotidiana e mágica. A hora misteriosa; passageira. Cheiro de lua. Brilho de estrela. Calafrio quente e envolto pela vontade de colocar os pensamentos inquietos em prática no amanhã ensolarado.

Bianca Romão.