dos feijões

“Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre”
— Bob Marley

Dois mil e dez; um ano difícil e cansativo. Um ano de intensa agitação emocional e de um trabalho mecânico em virtude de um objetivo que não existia, mas que hoje, em tão mais claro futuro, existe. Metas, linhas, limites. Esses foram os agentes motores.

O ano começou já com o sentimento de que a vida mudaria, e que incompletos estaríamos, que de uma maneira ou outra, o destino nos tiraria peças essenciais (assim como já havia nos tirado). E, mesmo sabendo de todos os obstáculos, ninguém preferiu hibernar e só acordar quando tudo estivesse de novo igual. Todos ficaram de olhos abertos, e quase não dormiram. Somos humanos, escolhemos sempre o caminho mais penoso. Complexo de herói, apenas.

A instabilidade me atingiu de modo que se tornou controlável, principalmente durante o primeiro semestre. Então, os meus primeiros feijões vão, certamente, para a Andréia, pro Guilherme, pra Natalia, pra Heloísa, pra Bia, pro Seiji, pro Augusto, pro Raphael e pra Giovana. Porque eu acho que sem vocês todo aquele tempo não teria sido assim tão fácil de lidar. Agradeço, então, por todas as risadas, passeios, churrascos, filmes no PÊ, pela festa surpresa, por exatamente tudo. Vocês são e foram meus segundos sóis, de verdade. E, mesmo com a distância, ainda andamos juntos, e, bom, que assim seja. E, claro, para a Amanda também, porque mesmo em meio a tudo que se passou neste ano, fez toda a diferença na minha vida.

Em segundo lugar, meus feijões também vão para a Larissa, para a Jamili e para a Mariane. Sem vocês provavelmente o mundo teria virado do avesso e eu não perceberia, obrigada por me manter de pé o dia todo, e por estar comigo todas as vezes que eu quase caí.

Acho que nada mais justo, em colocar mais alguns feijões para o MO já que foram eles que me aturaram todo santo dia, mesmo eu sendo assim tão nova naquela sala. Nos dias bons, nos ruins, nos de pura várzea.  Dessa forma, obrigada por tudo menino Valotto, PV, Artenisio, Afonso, Serginho, Dan, Carol, Marina, Fabi, Bianca e Bia. Acho que sem vocês meus dias letivos não teriam sido tão válidos assim. E, mais do que ninguém, foram vocês que colocaram sorrisos no meu rosto, muitas vezes por dia com seus abraços apertados, sorrisos tortos, palavras engraçadas, bilhetinhos e post-its aleatórios.

E, os últimos feijões são os de agora, não sei como ou o porquê, mas os próximos surgiram na minha vida. E, de certa forma, foram neles que eu meio que me apoiei, principalmente depois que a menina Andréia (que volta dia 20) foi embora e as coisas começaram a destoar um pouco. Assim, dedico alguns feijões para o desnecessário do Gabriel, para a perdida da Giuliana, para a sem-sentimentos da Letícia Takeshita, para a princesa que é a Camponesa, para a linda da Gimenez, pro errado do Heitor e para a meiga da Ariane. Querendo ou não, acho que eu não teria sobrevivido sem vocês… Incrível e inesperado, eu acho.

Sem todos vocês, eu acho que não haveria sentido nenhum esse ano ter existido. Foram vocês que tornaram o 2010 tão melhor que qualquer outro ano dessa minha vida. Eu não tenho como agradecer, eu não saberia fazê-lo. Despeço-me, então, sem mágoas, arrependimentos ou sentimentos não ditos. Mesmo que tudo isso tenha ficado nas entrelinhas da vida. Tudo valeu a pena, e enquanto eu estiver com vocês, tudo valerá.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s