Monthly Archives: July 2010

do que eu não sei

Seria bom se soubesse que amanhã vai ser realmente melhor que hoje. Queria ter a certeza do rumo da vida. Queria poder abraçar o vento e sentir o quão forte é ele. Sentir a resistência das forças… Tê-la comigo. Queria que o mundo parasse de girar. Ser lúcida nas decisões e nos sentimentos. Sobretudo, ter a certeza de que sinto. Apetece-me qualquer probabilidade de encontrar dias melhores. Em momentos de loucura, poder gritar que não preciso de ninguém… Oras, de hipocrisia morreria. A vida poderia ser rebobinada. Alguém poderia tentar salvar o mundo. Sou os possíveis e impossíveis. Desejo sanar todas as minhas dúvidas. Mesmo que insossa, a vida fosse perfeita, eu não questionaria. Queria que não houvessem guerras, e que todos encontrassem a paz em meio a tanta devastação. Queria poder contar que esta noite o mundo começaria de novo, e que fosse verdade… Todos estariam livres. Queria estar completa e completar seria. Queria não depender do sistema de capital e do material. Queria poder acreditar em orações – talvez facilitasse meu estadia neste Mundo. Queria saber de todo um tudo, mas de tudo, talvez, nada; e feliz seria ao saber que tudo que sei é o bastante para que a vida prossiga. Queria ser alguém, às vezes, queria eu ser, ou ser eu.  Talvez, não complicar. Queria não querer coisas vazias e sem valor. E, eu quero apenas a chance de que talvez nós achemos dias melhores.

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Live and Let Die

— Veio como minha sombra o caminho todo sem soltar uma única palavra. Será que agora é a hora que você me diz o porquê de eu não poder pular? Então, fale o porquê de tanta insistência na minha vida. Sussurre o motivo de que o melhor pra mim é ficar aqui. Grite. Grite para todos os cantos da Terra a razão que me faria ficar por mais um único dia. Acho que você não poderia fazê-lo. Não poderia por não haver uma explicação lógica e racional.

— O que?  Você realmente pensou que eu te segui até aqui pra, no último segundo, fazer-te refletir e ver que pular desse penhasco e se machucar por completo sem volta alguma é um erro?  Você realmente pensou que eu vim até aqui pra te levar embora comigo, te carregar dia após dia? Você realmente acha que eu te quero comigo pro resto da minha caminhada?

— Do que você está falando? É claro que você veio aqui me salvar, dizer pra mim que está tudo bem desse jeito, e que eu não preciso me sacrificar. É claro que você veria que sem mim eu não sou nada, ou melhor, você acaba sendo um nada. No nosso trabalho eu sou quem penso, somos um grupo, não somos? Você não saberia lidar sem ter-me ao seu lado para decidir o caminho certo.

— Eu estou falando que vim até aqui me certificar que você foi embora de vez, e que dessa vez não tem volta.  Digo, será que você não reparou que você é quem tira as coisas dos trilhos? Você não reparou que suas decisões são sempre indecisões? Sempre seguindo qualquer outro raciocínio MENOS o seu, que tipo de parte racional e lógica é você? E ainda me vem com essa historinha de que sem você eu não conseguiria nada, por favor.  Antes de você aparecer, há alguns anos atrás, eu controlava tudo sozinha, eu mantinha as emoções em ordem, eu mantinha o relógio biológico em perfeito estado, eu fazia com que as habilidades cerebrais se destacassem e todo o resto do trabalho, que você fez questão de estragar.

— Agora quem não está entendendo sou eu. Estragar todo o trabalho? Quanta falta de senso. Desde que eu cheguei aqui ninguém sofreu por amor, ninguém chorou por amor, ninguém teve o coração partido. Eu mantive um coração…

— Hã? Ninguém teve um coração partido? O que você quis dizer com isso? Porque a meu ver, esse coração que nós deveríamos manter em perfeito estado está com todas as engrenagens não lubrificadas. Esse coração que você tanto falou estar inteiro, realmente está, mas está assim pelo simples fato de você tê-lo mantido dentro de um freezer inteiro. E sabe, esse coração está tão desequilibrado que toda a parte do cérebro que você não consegue penetrar está uma bagunça. O coração realmente não sente, mas EU sinto, não como você se sente nos seus momentos de loucuras e sandices, mas eu sinto o tempo todo, sinto o amor que você insiste em decifrar todos os dias antes de dormir, sinto o peso das amizades e o quanto isso dói, sinto-me confusa e despreparada quanto ao mundo… Sinto tudo que você repele sentir, sinto tudo que pra você não faz sentido. Não estou reclamando por sentir, mas reclamo por sentir em excesso. Nenhuma emoção consegue te invadir, nenhuma delas penetra em você, logo todas elas têm que ir para algum lugar, e vão para o meu campo de batalha, e pronto: eu chego no extremo das sensações, e BUM, todas as nossas barreiras vão e o caos se cria. Cria-se um caos cheio de incertezas e fracassos, dúvidas e tristezas, e depressão e desamor, inenarráveis acontecimentos, tudo porque você reprimi o sentimento, você o afasta e você…

— Ah pronto. Agora eu também não sinto? Por que você acha que eu vivo vindo até esse precipício? Porque é legal fingir que vai cair? Claro que não! Eu e mais ninguém sabe o quanto me machuca ver o que eu fiz com esse coração; o quanto me machuca não sentir tudo que deveria; o quanto dói ver que tento amar o que não é pra ser e, o que é eu não amo; me machuca ver que tudo está assim hoje por minha causa. Você não sabe como é se sentir culpada por todos os acontecimentos, você não faz idéia do quanto é funda a ferida que se abriu em mim ao ver que está tudo desmoronando, e o quanto…

— SE ISSO TE MACHUCA TANTO, SE ISSO DÓI 24 POR DIA, TODOS OS DIAS DO ANO… PULE. SE ISSO ESTÁ TE INCOMODANDO, PULE. NÃO FIQUE AÍ SE TORTURANDO POR TER FEITO TUDO ERRADO, OU MELHOR, POR TER FEITO TUDO TÃO CERTO, PORÉM ERRADO. PARE COM ESSA HIPOCRISIA RACIONAL E ME DEIXE VIVER, EU SUPLICO PARA QUE ME DEIXE VIVER. ENTÃO, PULE! EU NÃO AGUENTO MAIS TER QUE OLHAR TODOS OS DIAS NO ESPELHO E VER QUE EU NÃO SOU EU, NÃO AGUENTO MAIS OUVIR AS MÚSICAS TRISTES QUE VOCÊ PÕE PRA TOCAR E ME SENTIR COMO LIXO, NÃO AGUENTO MAIS SER OBRIGADA A FAZÊ-LA SENTIR MAL POR ERROS SEUS. EU JÁ NÃO QUERO MAIS ME SENTIR INSEGURA QUANTO A VIDA, EU… nunca achei que você realmente fosse capaz de ir.

walt disney world

“pray for never wake up from our dreams”

So called “where dreams come true”

Eu queria fazer um post memorável sobre a Disney, mas é impossível – sendo bem franca.

Eu nunca fui do tipo de pessoa que insistia para ir pro fantástico e mágico Walt Disney World; nunca nem imaginei que fosse pra lá tão cedo, ou melhor, nunca imaginei que fosse conhecer a Disney primeiro que a Europa, mas aconteceu, e quem sou eu pra reclamar, não é mesmo?

Eu posso dizer que a Disney foi uma das melhores viagens da minha vida (até agora – não significa que o Nordeste e o Sul do Brasil não sejam mais incríveis, nem que Buenos Aires não tenha seu glamour). Não digo isso porque estava sem os meus pais, nem porque gastei horrores sem ter alguém do meu lado me controlando, nem porque é clichê dizer que a Disney foi única, muito menos pelo fato de ter ido pra Orlando. Digo isso por ter aprendido muito nesses 15 dias.

A Disney me fez ver o quanto eu sou descontrolada – não que eu ainda tivesse dúvidas quanto a isso, mas foi bom trazer para o Mundo Real as turbulências pro meu subjetivo. Percebo agora que sem certas pessoas eu não seria nada, e não sei como vou sobreviver sem algumas dessas mesmas quando elas se forem. Aprendi que nunca é tarde para fazer amigos, que nunca é tarde para conhecer melhor os conhecidos. Lá da Disney eu pude sentir que nenhum abraço é igual, por mais que pareçam, não são; senti incessante necessidade de abraços do Brasil. Descobri sentimentos em mim até então trancafiados, e descobri que amores não são feitos pra durar; sinto-me livre. Vi que existem pessoas que eu não saberia viver sem, principalmente aquelas que eu só alfineto, ou aquelas que eu tento ficar sem falar; mesmo elas sendo uma só. É, a Disney me ajudou de alguma forma. Now I think I know what’s worth fighting for or living for.

Well, nem tudo fora reflexão, minhas e meus carxs: vamos ao que interessa, o resumo do meu “diário de bordo”. Primeiramente, preciso ressaltar que em Orlando eles só sabem fazer fogos de artificio com música de fundo, fogo na água, cineminha 3D que te molha, e simuladores. Sem brincadeira nenhuma, essas são as ÚNICAS coisas que existem por lá em qualquer parque que você pisar. Ah, e claro, as inúmeras montanhas russas por metro quadrado… INCONTÁVEIS. Outro ponto que eu acho que vale ressaltar é que a DISNEY SUCKS, tirando o Disney’s Hollywood Studios, o resto é muito princess for me. Bom mesmo foram os dois parques da Universal, e eu não tô falando isso só por causa d’O Mundo Mágico de Harry Potter, mas sim porque a Universal ganha de 10 a zero da Disney em qualquer quesito. Por último, mas não menos importante (na verdade, é), a dica que não é nova para ninguém: os shoppings e outlets são MUITO bons, sério, comprei cada coisa lá, uma pechincha. É bem como dizem: bom, bonito e barato! (risos)

E, pra variar, vamos para a parte que todxs querem ler: eu me lascando.

Onde já se viu ir para a Disney, tirar foto com o Mickey e depois O FILHA DA MÃE TE EMPURRAR? Ridículo. Sem contar as máquinas fotográficas perdidas. Um pesadelo atrás de outro. Enfim, seguindo: cheguei a conclusão que nem pra Tiete (de falsa celebridade, no caso os irmãos Suritas) eu sirvo! Usemos o raciocínio lógico: os meninos chegam lá no lugar do café da manhã, e um dos monitores estava com eles, eu chego pro monitor (FOX) e falo “Ô Fox, onde é o banheiro?” ele diz “Ali” e aponta; quando vou passar pelo meninos solto uma “Nossa, mas cadê o resto do grupo?” e saiu andando. Na volta do banheiro, eu DIVA tropeço no Dudu Surita e solto um “Desculpa ae”. Depois fui descobrir que eram os tais dos Suritas, não me contive: na hora que eles passaram pela minha mesa FIZ QUESTÃO de pedir foto e ainda tive a pachorra de ficar com o lenga-lenga de “essa foto n ficou boa, quero outra”. Eles foram muito simpáticos, acabou que eu tinha cinco fotos com eles em um café da manhã. Conclusão: acho que deveríamos parar de julgar sem conhecer! Enfim, eu sempre sortuda, consegui chegar com um Mickey quebrado dentro da mala. SEM CONTAR que eu cai saindo de um brinquedo lá no Magic Kingdom. Não lembro de mais nada de tão ‘lame’.

Em suma, foi isso. Agora é voltar para a realidade, ou seja, arranjar espaço no quarto pra enfiar tudo que eu trouxe de lá (sim, eu fui com UMA mala e voltei com TRÊS), começar a por minhas tarefas escolares em dia e voltar a pensar no VESTIBULAR. Crying blood!

See ya, folks!